terça-feira, 18 de outubro de 2011

Para ajudar os jornalistas sem Google

Como eu sei que os nossos jornais não sabem acessar o Google, reproduzo abaixo um bom trecho de uma matéria do Correio Brasiliense, que relata as circunstâncias em que este policial militar José Dias Ferreira foi preso, ano passado, o que mal e mal tem sido informado aos leitores.
Ter sido preso não quer dizer que o que ele diz não seja investigado, mas deveria fazer pensar duas vezes antes de, sem provas – havendo, é outra coisa – se dê automaticamente foros de verdade ao que ele diz.

Fachada da academia This Way Fitness, em Sobradinho, de propriedade do soldado da PM João Dias



Cinco pessoas estão presas na Divisão Especial de Combate ao Crime Organizado (Deco) suspeitas de participar de desvio de dinheiro repassado pelo Ministério do Esporte. O policial militar João Dias Ferreira, Demis Demétrio Dias de Abreu, Flávio Lima Carmo, Miguel Santos Souza e Eduardo Pereira Tomaz foram detidos às 6h da manhã desta quinta-feira (1º/4) por agentes da Polícia Civil do Distrito Federal, numa operação chamada Shaolin, que tem a participação do Ministério Público do DF.
O grupo, que era liderado pelo PM, falsificou 49 notas frias para retirar o dinheiro repassado pelo Ministério dos Esportes a entidades sociais convenadas com o Programa Segundo Tempo do Governo Federal. A verba aproximada, ao longo de três anos (2006/07 e 08), foi de R$ 3 milhões. O dinheiro seria destinado a programas sociais, em atividades esportivas para 10 mil atletas carentes de núcleos situados em Sobradinho, mas pouco menos de R$ 1 milhão foi realmente destinado a eles.
O derrame de verba pública saia da Federação Brasiliense de Kung-Fu (Febrak) e da Associação João Dias de Kung-Fu, Esportes e Fitness. Esta última é uma organização não-governamental e leva o nome do soldado da 10ª Companhia de Polícia Militar Independente. Ele é dono de duas academias em Sobradinho: Thisway Fitness e Wellness Ltda., usada para lavar dinheiro desviado, situada no primeiro piso do Sobradinho Shopping.
Além das academias, os agentes cumpriram mandados de busca e apreensão, autorizados pela 3ª Vara Criminial de Brasília, nas residências dos acusados, entre elas, na luxuosa casa onde reside o casal João Dias e Ana Paula Oliveira de Faria, 33, também apontada como integrante da quadrilha. O imóvel do PM fica num condomínio luxuoso de Sobradinho e foi arrestado pela Justiça.
Vamos com calma, portanto. O cidadão deve ser ouvido, mas com muito cuidado, face a estes antecedentes. E com o cuidado com que se deve ouvir quem levou três anos para “denunciar” um acordo que diz não ter aceito. Aliás, um dos presos já tinha feito acusações da mesma ordem contra o atual Governador de Brasilia, Agnelo Queiroz, inclusive com episódios idênticos de entrega de dinheiro em automóvel. E, na época (e na revista Época), o mesmo acusador de hoje negou tudo. Teria mudado de ideia?
A história é velha, só trocaram os personagens. Basta ir ao Google.

O porquê do banditismo de Veja e TV Globo

O movimento requenta-denúncia contra o Ministério dos Esportes
Luis Nassif Online

Vamos tentar encaixar algumas peças nesse quebra-cabeças do Ministério dos Esportes.

Como tenho escrito seguidamente, a velha mídia tem sua prateleira de escândalos reais ou potenciais, com indícios ou sem provas, velhos ou novos, que são utilizados de acordo com as conveniências do momento.

Duas questões chamam a atenção: independentemente do mérito ou da veracidade, as duas denúncias contra o Ministério dos Esportes são velhas. A da Veja já tinha sido levantada na própria campanha eleitoral de Brasília – conforme vocês conferiram no Blog. A do Fantástico já tinha sido denunciada pelo Estadão no início do ano.

A ONG do PM de Brasília desviou R$ 4 milhões do Ministério e seus proprietários foram presos e respondem a processos. Na época contou para o Correio Braziliense a mesma história que contou para a Veja. O Correio queria atingir a campanha de Agnelo; Veja queria atingir Orlando Silva. Pelo próprio blog do acusado, fica-se com a sensação de que a revista pegou o mesmo depoimento e trocou o nome de Agnelo pelo de Orlando.
A tal ONG da pivô de basquete Karina tinha convênio antigo. Como as prefeituras podiam fechar convênio diretamente com o Ministério, é evidente que sua ONG se beneficiou dos contatos no Ministério para oferecer os serviços às prefeituras. Conseguiu atuar em 17 cidades.
É uma das ONGs investigadas no programa Segundo Tempo.
O Programa, de estímulo ao esporte nos municípios, tem 350 convênios, pelo menos 10 problemáticos. Nenhum convênio com prefeitura deu problema; todos os problemáticos são com ONGs.
Quando assumiu, Dilma Rousseff ordenou que fossem suspensos todos os convênios com ONGs. O que foi feito.
Qual o objetivo de requentar as denúncias?
Uma hipótese seria o endurecimento do governo com a Fifa, nas negociações da Lei Geral da Copa – normatizada há duas semanas.
Três pontos ficaram pendentes e foram questionados pela Fifa:
1. Meia entrada para idosos, que é Lei Federal.
2. Meia entrada para estudantes, que depende da legislação de cada estado.
3. Venda de bebidas nos estádios.
Mas houve um quarto ponto, que foi o direito de imagem a todas as emissoras de televisão, de filmar de dentro do estádio. Na Copa da África do Sul, a filmagem poderia custar sete anos de prisão para os envolvidos.
Este ponto pode ter sido o deflagrador do movimento requenta-denúncia.

Immanuel Wallerstein: o capitalismo está condenado

Immanuel Wallerstein, provocador: capitalismo está condenado: resta saber o quê irá substituí-lo.
Transição não será apocalíptica: dependerá das escolhas que fizermos agora
Entrevista a Sophie Shevardnadze - Tradução: Daniela Frabasile
A entrevista durou pouco mais de onze minutos, mas alimentará horas de debates em todo o mundo e certamente ajudará a enxergar melhor o período tormentoso que vivemos. Aos 81 anos, o sociólogo estadunidense Immanuel Wallerstein, acredita que o capitalismo chegou ao fim da linha: já não pode mais sobreviver como sistema. Mas – e aqui começam as provocações – o que surgirá em seu lugar pode ser melhor (mais igualitário e democrático) ou pior (mais polarizado e explorador) do que temos hoje em dia.

Estamos, pensa este professor da Universidade de Yale e personagem assíduo dos Fóruns Sociais Mundiais, em meio a uma bifurcação, um momento histórico único nos últimos 500 anos. Ao contrário do que pensava Karl Marx, o sistema não sucumbirá num ato heróico. Desabará sobre suas próprias contradições. Mas atenção: diferente de certos críticos do filósofo alemão, Wallerstein não está sugerindo que as ações humanas são irrelevantes.
Ao contrário: para ele, vivemos o momento preciso em que as ações coletivas, e mesmo individuais, podem causar impactos decisivos sobre o destino comum da humanidade e do planeta. Ou seja, nossas escolhas realmente importam. “Quando o sistema está estável, é relativamente determinista. Mas, quando passa por crise estrutural, o livre-arbítrio torna-se importante.”

DENUNCIANTE MENTE PARA PF??

O policial militar do Distrito Federal João Dias Ferreira pediu adiamento do depoimento que daria nesta terça-feira (18) à Polícia Federal em Brasília sobre as acusações de fraude no Ministério do Esporte.
Segundo a PF, Ferreira alegou problemas de saúde para justificar sua ausência. O depoimento será remarcado, mas ainda não tem data para ocorrer.
Mas  o denunciante João Dias Ferreira estava  muito bem de saúde para se reunir com parlamentares da oposição no Congresso??
O policial militar que fez as denúncias contra o ministro do Esporte Orlando Silva está reunido na tarde desta terça-feira (18) com parlamentares da oposição, no gabinete da liderança do PSDB.

Cuba e o bloqueio injustificado



O bloqueio econômico, financeiro e comercial a Cuba, imposto pelos Estados Unidos, é um dos bloqueios mais longos que se tem notícia no mundo contemporâneo, além de ser considerado cruel pelos organismos internacionais como a ONU. No dia 7 de fevereiro, o bloqueio completou 49 anos, ou seja, quase meio século e foi transformado em lei em 1992 e 1995. O ex-presidente, Bill Clinton, ampliou o embargo comercial ao pequeno país caribenho em 1999, no que acarretou a proibição de filiais estrangeiras de empresas do país yankee de comercializar com Cuba valores que ultrapassem a US$ 700 milhões.

A Assembléia das Nações Unidas rejeita, reiteradamente, a política isolacionista promovida pelo governo estadunidense e o seu Departamento de Estado contra Cuba, que é objeto de críticas internas contundentes por parte de entidades norte-americanas, contrárias ao bloqueio, ao argumentarem que não existe norma no direito internacional que justifique um embargo tão radical em tempo de paz.
Cuba enfrenta quase cinco décadas de guerra econômica. Para se ter uma idéia do que é isto, ao longo de 49 anos a ilha cubana teve prejuízos que chegam a U$ 100 bilhões, valor este elevado para um país tão pequeno. É algo incompreensível, com o fim da Guerra Fria, os Estados Unidos ainda não mudarem sua política externa para com Cuba.
As contradições da política estadunidense no que tange a Cuba são questionadas pela comunidade internacional. Lembro que, ao tempo em que Cuba é boicotada por um tempo de 49 anos, os Estados Unidos se constituíram nos principais parceiros comerciais da China comunista, além de retomarem o diálogo com a Coréia do Norte e o Vietnã, seu arqui-inimigo do passado, com o propósito de criarem uma nova fronteira de negócios com o país que, juntamente com o Laos e o Camboja, formam a Indochina.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Jânio Quadros e a Marcha contra a corrupção

Ganhou uma ampla repercussão na grande mídia (Globo, Folha, Band, etc) as chamadas "Marchas contra a Corrupção" que ocorreram em algumas capitais do Brasil neste último dia 12 de outubro. Em Brasilia teria ocorrido a maior delas.
Acredito que toda a forma de manifestação é legitima, ainda que possa eventualmente discordar das bandeiras e causas defendidas. Neste caso, ainda que tente se dar um caráter "espontâneo" para estas manifestações, é sabido que houveram sim organizações por trás destes atos com seus objetivos políticos nem sempre tão claros (ou sinceros). Qualquer semelhança com o falecido movimento "cansei" não é mera coincidência.
Outro aspecto que chama a atenção é o simbolo adota pelo pessoal em Brasília: as vassouras. Coincidência, ou não, a vassoura era o mesmo símbolo usado pelo ex-presidente da república Jânio Quadros.



Jânio chegou à presidência da República de forma muito veloz. Em São Paulo, exerceu sucessivamente os cargos de vereador, deputado, prefeito da capital e governador do estado. Tinha um estilo político exibicionista, dramático e demagógico. Conquistou grande parte do eleitorado prometendo combater a corrupção e usando uma expressão por ele cunhada: varrer toda a sujeira da administração pública. Por isso o seu símbolo de campanha era uma vassoura. Seu governo foi um desastre completo, sem nenhum rumo político, a bandeira moralista (esvaziada de qualquer programa político mais sólido) logo se mostraria uma tragédia, a tal ponto que renunciou a presidência em agosto de 1961, gerando uma grave crise institucional no país que culminaria, em 1964, com o golpe militar que colocaria o país em mais de duas décadas de ditadura.

Jovens Cristãos: Extrema direita universitária se alia a skinheads

Jovens estudantes neoconservadores fogem ao estereotipo de arruaceiros mas defendem ação violenta das gangues

Eles não são fortões, não lutam artes marciais, não usam tatuagens com suásticas e preferem os livros e computadores às facas e socos ingleses. Em vez de estações de metrô e shows de punk rock, seu habitat natural são as quitinetes apertadas do Crusp ou os vastos gramados da USP (Universidade de São Paulo). Eles são os neoconservadores, jovens universitários que defendem valores como o direito à propriedade e a fidelidade matrimonial.
À primeira vista, parecem mais universitários comuns, magricelas, com suas calças largas, camisetas amarrotadas e a barba por fazer. Mas apesar de estarem longe do estereotipo do jovem arruaceiro, cerraram fileiras ao lado de skinheads musculosos nas marchas em defesa do deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) e na anti-Marcha da Maconha.
“Estamos aqui para batalhar tanto intelectualmente quanto fisicamente”, apregoa Celso Zanaro, 22 anos, estudante de Geografia da USP. “O que precisamos é de homens dispostos a morrer por seus valores”, completou.
Zanaro é um dos quatro integrantes do núcleo duro da União Conservadora Cristã (UCC), organização criada
Folheto faz propaganda da UCC na USP
em julho do ano passado nos corredores da USP com os objetivos declarados de defender valores como o casamento, a fidelidade conjugal, direito à propriedade e combater o predomínio do pensamento marxista no meio acadêmico e político.
Pouco mais de um ano depois da criação, a UCC conta com 16 membros, 14 da USP e dois da Unicamp. Parece pouco mas nas eleições para o diretório central da USP, os neoconservadores ficaram em 5º lugar entre as dez chapas concorrentes.
“Na época da campanha fomos procurados pela juventude do PSDB mas não dá para fazer aliança aqui dentro”, disse Zanaro.
Em mais de duas horas de conversa, entre um cigarro e outro, o estudante citou pelo menos 15 autores conservadores, muitos deles nunca traduzidos para o português. Mas as principais referências do grupo são o jornalista Olavo de Carvalho (que defende a pena de morte para os comunistas), o integralismo (versão nacional do nazismo) de Plínio Salgado e o ultra-conservadorismo de Plínio Correia de Oliveira, fundador da extinta TFP (Sociedade Brasileira de Defesa da Tradição, Família e Propriedade).
Sobre a ditadura militar, Zanaro diz: “Se negarmos com veemência a ditadura não estaremos fazendo nada a mais do que reforçar o discurso comunista. A ditadura foi necessária num contexto”.
Na verdade, ele lamenta a falta de pulso do comando atual das Forças Armadas por não intervir no governo Luiz Inácio Lula da Silva durante o escândalo do mensalão.
“A função das Forças Armadas é respaldar as instituições democráticas. O Legislativo é uma delas. A partir do momento em que existiu um esquema para comprar o Legislativo e as Forças Armadas não depuseram o presidente, elas não cumpriram seu papel”.
Para os jovens da UCC, a USP é um antro comunista, nenhum partido político é suficientemente conservador, a pedofilia na Igreja é fruto da infiltração de agentes da KGB, o sexo é uma forma de idiotização da juventude, Geraldo Alckmin colocou uma mordaça gay na sociedade paulista, Fernando Henrique Cardoso foi o criador de Lula e Lula é o próprio anticristo.
Embora tenha resistido à abordagem da juventude tucana, a UCC votou em massa em José Serra nas eleições presidenciais do ano passado, mas com ressalvas. “Serra é um sujeito que, embora tenha se aliado a setores conservadores e renegado uma postura mais virulenta de esquerda, não abandonou totalmente estes ideais”, justificou.
Os integrantes da UCC dizem ser contra qualquer tipo de violência mas não escondem a admiração pelos skinheads, aliados de ocasião. “Essa postura de combate me inspira muito. Uma inteligência que não está disposta ao combate é uma inteligência vazia”, disse Zanaro que, no entanto, faz questão de demarcar o território. “Eles se dizem de extrema-direita mas o líder deles é vegetariano”.
A aproximação tem base na argumentação ideológica dos neoconservadores, segundo a qual é necessária uma elite intelectual que sirva de referência para a massa. “Uma massa conservadora sem uma elite é uma massa de manobra. Não existe educação para as massas. Precisamos de uma alta cultura que sirva de referência para estas massas”, disse Zanaro.
Apesar da aproximação com grupos que, no limite, praticam a intolerância contra minorias, o líder da UCC esclarece que o movimento não tem ligações como nazismo. “Não somos neonazistas. Ao contrário. Defendemos o estado de Israel”.

domingo, 9 de outubro de 2011

Está difícil ser jovem nos EUA

Na campanha eleitoral, Obama era uma esperança aos mais jovens, que não está se confirmando na realidade. Foto: Jewel Samed/AFP

Na última semana, milhares de americanos se reuniram em Nova York para protestar contra a especulação financeira e a escalada do desemprego nos Estados Unidos. Pelo menos 700 pessoas foram presas, ajudando a alastrar o movimento para cidades como Boston, Chicago, Los Angeles e São Francisco. A maioria era jovem, e tinha lá bons motivos para indignar-se.

Pela primeira vez na história, as dívidas estudantis contraídas nos Estados Unidos superaram as dívidas dos americanos com cartões de crédito. A previsão é de que ela alcance US$ 1 trilhão ainda este ano, levando bancos e fundos de investimento a emitirem alertas de um novo risco de default. O medo é de calote, e desta vez por parte da juventude americana.
Segundo contas feitas pelo New York Times, é como se cada americano que precisou de empréstimo para pagar um bacharelado universitário devesse, em média, 24 mil dólares. Dívida demais para uma juventude arrochada pelo desemprego, que contrai empréstimos para estudar mas não consegue trabalho para pagá-los.

Um bilhão de famintos


Entender conceito de Segurança Alimentar é essencial para saber por que a fome se agrava desde 2008. Aula preparada por Walter Belik para a Carta na Escola Foto: Mustafa Abdi/AFP


A fome existe desde os primórdios da humanidade, mas, desde meados do século XX, as pessoas passaram a se referir às dificuldades decorrentes desse flagelo como um problema de Segurança- Alimentar. A origem do termo remonta ao final da Segunda Guerra Mundial, quando a Europa e o Japão, com seus -territórios destroçados pelo conflito, passaram a ter dificuldade para alimentar as próprias populações. Aos poucos e por meio da ajuda econômica norte-americana, esses países puderam recompor sua agricultura e seu aparelho produtivo de tal forma que em poucos anos passaram a figurar nas listas dos exportadores líquidos de alimentos. Esse resultado foi alcançado por meio de fixação de preços elevados aos produtores locais e barreiras à entrada de alimentos importados.

Nas décadas seguintes, com receio de um novo conflito militar, todos os países do mundo também passaram a adotar estratégias de Segurança Alimentar, elevando os subsídios à produção local, mantendo enormes estoques de segurança e estabelecendo cotas para a importação de alimentos. Na década de 1970, o tema passou a ser discutido no âmbito da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) sob a pressão da alta dos preços do petróleo, que havia também empurrado o custo dos alimentos para cima. Para agravar a situação, o mundo vivia um período de escassez provocada pelos problemas climáticos, por extremo protecionismo e pela Guerra Fria, com os alimentos (ou a falta deles) sendo -utilizados como arma de dissuasão.

Em 1976, sob o enfoque dos Direitos Humanos, aprovou-se no âmbito da ONU o Pacto Internacional dos Direitos Econômicos, Sociais e Culturais, que previa o reconhecimento do direito humano à alimentação e a implementação progressiva de leis que o garantissem em todos os países. Vale recordar que, em 1948, logo após a criação da ONU, foi proclamada a Declaração Universal dos Direitos do Homem, mas esta se referia apenas indiretamente ao tema da alimentação.



Finalmente, em 1996, quando da realização por parte da ONU da Cúpula Mundial da Alimentação, os países chegaram a um acordo sobre a definição de Segurança Alimentar e sobre os mecanismos necessários para viabilizá-la em cada canto do mundo. Em resumo, ela estabelece que, para que um país possa ter Segurança Alimentar, é necessário observar quatro aspectos importantes. O Direito à Alimentação só estaria assegurado se a sociedade e o Estado pudessem garantir que:

a) A população tenha garantia de que haja disponibilidade de alimentos.

b) Todos tenham acesso a esses
alimentos.

c) Deve haver estabilidade (ou continuidade da disponibilidade e acesso).

d) O alimento deve ser bom (inocuidade) para o consumo.


Fome em meio à fartura

Nathalie Cardone - Che Guevara

Afeganistão: 10 anos de guerra, milhares mortos


Há 10 anos, o Afeganistão era invadido por tropas norte-americanas sob a alegação de que era necessário capturar o terrorista saudita Osama Bin Laden, responsável por articular os ataques realizados contra os Estados Unidos um mês antes. Segundo o CICV (Comitê Internacional da Cruz Vermelha), os civis do país seguem pagando o preço pelos conflitos.
Segundo o site Operamundi,  baseado em um recente relatório da universidade americana de Brown,  até agora, o conflito ocasionou,  entre 34 e 46 mil mortes - uma quantidade que inclui estrangeiros e afegãos, entre eles até 14 mil civis (número maior que a populações de muitos municípios brasileiros), segundo os cálculos mais pessimistas.

Dia do Guerrilheiro Heróico: 8 de outubro



Por que será que o Che
Tem este perigoso costume
De seguir sempre renascendo?
Quanto mais o insultam,
O manipulam
O atraiçoam
Mais ele renasce.
Ele é o mais renascedor de todos!
Não será por que Che
Dizia o que pensava e fazia o que dizia?
Não será por isso que segue sendo
tão extraordinário,
Num mundo onde palavras
e atos tão raramente se encontram?
E quando se encontram
raramente se saúdam
Por que não se reconhecem?
                      (Eduardo Galeano)

"A história não necessitou de que passasse o tempo para fazer-se lenda, agora me lembro da força profunda e bela que emanava, sem cessar, dentro deste homem. Tinha, recordo, um olhar como a alvorada: aquela maneira de olhar dos homens que creem".
Eduardo Galeano, 'CHE GUEVARA – Sierra Maestra: da guerrilha ao poder'

Belo passeio para o final de semana na Av. José de Souza Castro em Camaquã

Mais que beleza de desenvolvimento!!!!!

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Pra Celebrar a Primavera

Câmara aprova criação da Comissão Nacional da Verdade

Parlamentares petistas celebram decisão, que é uma reivindicação antiga de militantes e organizações de direitos humanos

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (21) o PL 7376/10, que cria a Comissão Nacional da Verdade, que terá o objetivo de investigar violações de direitos humanos ocorridas entre 1946 e 1985. A matéria foi aprovada em regime de urgência - sem passar pelas comissões temáticas - e agora seguirá para o Senado.
Ao final da sessão, os deputados petistas celebraram a decisão, reivindicação antiga de militantes e organizações de direitos humanos, juntamente com familiares de ex-presos e desaparecidos políticos da ditadura encerrada em 1985.
O deputado Paulo Teixeira (SP), líder do PT na Câmara, enalteceu a deliberação da Câmara. “Estamos vivendo um dia histórico com a aprovação da Comissão da Verdade, que nos permitirá conhecer a nossa história e avançarmos na consolidação da nossa democracia”, afirmou o líder. Ele fez menção especial ao ex-ministro Paulo Vannuchi, que foi um dos titulares da Secretaria de Direitos Humanos durante o governo Lula e um dos formuladores do projeto.
Os líderes partidários chegaram a um acordo que permitiu a inclusão de duas emendas dos partidos de oposição ao texto do Executivo, referentes à composição do órgão.
Na avaliação do deputado Emiliano José (PT-BA), a decisão da Câmara homenageia as vítimas do período ditatorial. “É um momento de redenção, de recuperação da nossa história, em que sentimos os ecos das vozes dos nossos companheiros que se foram. Foram muitos os que tombaram e foram mortos pela ditadura e nós tínhamos que ser dignos da memória e da luta deles. E estamos sendo com essa aprovação da Comissão da Verdade”, declarou, emocionado, Emiliano José, que foi preso e torturado durante quatro anos pelo regime militar.

Reforma Política: Avançam as negociações sobre o financiamento público

Líderes do PT, PMDB, PSB, PDT e PC do B, além do relator, reuniram-se no Palácio do Jaburu com o ex-presidente Lula e o vice-presidente da República, Michel Temer, para debater a reforma

Após um dia de intensas negociações avançou o entendimento sobre a adoção do financiamento público para as futuras campanhas eleitorais. Essa é a conclusão do relator da Comissão Especial da Reforma Política da Câmara, deputado Henrique Fontana (PT-RS).
Nesta quarta-feira (21), líderes do PT, PMDB, PSB, PDT e PC do B, além do relator, reuniram-se no Palácio do Jaburu com o ex-presidente Lula e o vice-presidente da República, Michel Temer, para debater a reforma. À tarde, Fontana recebeu apoio dos dirigentes da União Nacional dos Estudantes (UNE).
“Os cinco partidos presentes à reunião defendem o financiamento público, com forte redução dos custos de campanha. Para termos realmente uma democracia, é preciso um processo em que todos tenham chance de serem candidatos. O financiamento público traz esse ganho para a democracia brasileira”, disse Fontana.
Além desse tema, na reunião à tarde com o presidente da UNE, Daniel Iliescu e o Diretor de Relações institucionais da entidade, André Costa, Fontana destacou outros pontos importantes da Reforma. “O anteprojeto que apresentamos na Comissão também democratiza a participação da sociedade na vida política do país. Pelo texto, qualquer pessoa ou entidade poderá apresentar uma proposta de projeto de lei ou Emenda Constitucional e, mediante o uso da internet e das redes sociais, angariar apoio na sociedade para fazer a proposta tramitar no parlamento”, assegurou Henrique Fontana.
Segundo o relator, após protocolar a proposta, a Câmara ou o Senado disponibilizaria no site oficial da Casa o projeto e, por meio das redes sociais, qualquer cidadão poderia manifestar apoio. Para seguir tramitando no Congresso o projeto deverá ter 500 mil assinaturas digitais e 1,5 milhão de apoios, no caso de Emenda Constitucional. Fontana também disse aos líderes estudantis que estuda diminuir o limite de idade para candidatura ao Senado, além de destinar percentual da cota do fundo partidário para formação política de lideranças jovens nos partidos.
O presidente da UNE afirmou durante a reunião que a entidade tem grande identidade com várias das sugestões do relatório de Henrique Fontana. “Para a UNE, a adoção do financiamento público de campanha é uma questão estruturante para o país. Também aceitamos a proposta do sistema proporcional misto, pois entendemos as dificuldades para adotar apenas o voto nas listas partidárias”, ressalvou.

Taxa de desemprego é a menor para agosto em nove anos, diz IBGE

Taxa de desemprego nas seis regiões metropolitanas pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ficou em 6% em agosto

A taxa de desemprego nas seis regiões metropolitanas pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ficou em 6% em agosto, a mesma registrada no mês anterior, segundo aponta levantamento divulgado nesta quinta-feira (22). Essa é a menor taxa estimada para o mês de agosto desde o início da série histórica do instituto, em 2002. Em agosto do ano passado, a taxa ficara em 6,7%.
Em agosto, a população desocupada somou 1,4 milhão de pessoas, ficando estável na comparação com julho. Já na comparação com o mesmo período do ano passado, foi verificada queda de 10%. A população ocupada também não mostrou alteração, ficando em 22,6 milhões. Em relação a agosto de 2010, houve avanço de 2,2%.
Estável em relação ao mês passado, o número de trabalhadores com carteira de trabalho assinada no setor privado ficou em 11,0 milhões). Já sobre o mesmo mês no ano passado, mostrou alta de 7,5%.
Na análise regional, em relação a agosto de 2010, foram registradas quedas nas regiões metropolitanas de Recife (2,3 pontos percentuais) e de Salvador (2,8 pontos percentuais).

Salários
O salário médio real habitual dos ocupados ficou em R$ 1.629,40, aumento de 0,5% sobre o mês anterior. Na comparação anual, houve alta de 3,2%.
O rendimento médio real habitual dos trabalhadores cresceu 1,8% em Recife e 3,8% no Rio de Janeiro, mas mostrou recuo em Salvador (1,4%), Belo Horizonte (0,8%), São Paulo (0,5%) e em Porto Alegre (1,1%).
Na comparação anual, foi registrada expansão em Salvador (4,5%), Belo Horizonte (3,5%), Rio de Janeiro (7,5%), São Paulo (0,8%) e Porto Alegre (3,8%). Em Recife, ocorreu queda 1,0%.
Na análise por ramo de atividade, o maior aumento no salário, em relação a agosto de 2010, ocorreu no setor referente a indústria extrativa, de transformação e distribuição de eletricidade, gás e água (6,6%).

Nível de ocupação
O nível da ocupação (proporção de pessoas ocupadas em relação às pessoas em idade ativa), ficou em 53,9% em agosto de 2011 no total das seis regiões. Sobre julho deste ano e agosto do ano passado, ficou estável.

Posição da Palestina pressiona EUA e Israel na ONU


Mahmoud Abbas e Ban Ki-moon | Foto: Eskinder Debebe/UN Photo
Mahmoud Abbas e Ban Ki-moon durante Assembleia Geral da ONU. Apesar das pressões, presidente da Autoridade Palestina deve pedir reconhecimento do Estado | Foto: Eskinder Debebe/UN Photo


Felipe Prestes


Independentemente da decisão que ocorra nesta Assembleia Geral da ONU sobre o Estado palestino, o reconhecimento do país é cada vez mais próximo: “Mais cedo ou mais tarde a Palestina será aprovada como Estado”, afirma o diretor do Instituto Sul-Americano de Política e Estratégia (Isape), Lucas Kerr. Especialista em conflitos armados em regiões petrolíferas, Kerr aponta que a Palestina já é reconhecida como nação por 80% dos membros da ONU, mas também atenta para uma postura cada vez mais incompreensível do governo neoconservador israelense, que tende a seu isolamento não só no plano externo, como entre a própria população. Para o analisa, a posição de Mahmoud Abbas de pedir o reconhecimento do Estado palestino coloca israelenses e norte-americanos em posição muito complicada no âmbito das Nações Unidas.




Posição da Palestina pressiona Israel e EUA


Lucas Kerr afirma que a jogada de Mahmoud Abbas de pedir o reconhecimento palestino coloca israelenses e norte-americanos em posição muito complicada. Os Estados Unidos podem vetar o reconhecimento como membro pleno da ONU aos palestinos no Conselho de Segurança, mas não podem impedir a aceitação como “Estado não-membro” pela Assembleia Geral – onde Kerr projeta que a Palestina deve ter cerca de 90% de aceitação.

O reconhecimento apenas da Assembleia Geral, com as fronteiras anteriores à Guerra dos Seis Dias, em 1967, já coloca em uma situação muito complicada os assentamentos israelenses que desrespeitam estas fronteiras. “Mesmo se a Palestina não for membro pleno, criará impasse jurídico bastante grande para Israel. Legalmente, a situação na Palestina passará a ser de um país livre ocupado por outro país. Poderia justificar até mesmo uma missão de paz da ONU, embora seja muito difícil de isto ocorrer na prática”, explica o diretor do Isape. O reconhecimento no Conselho de Segurança daria mais prerrogativas à Palestina, como o direito a voto e até mesmo o de pedir sanções contra Israel.


Barack Obama | Evan Schneider/UN Photo
Barack Obama defende que criação do Estado palestino deve ocorrer a partir de negociações entre palestinos e israelenses. Veto no Conselho de Segurança pode gerar consequências externas e internas | Foto: Evan Schneider/UN Photo


Já os EUA sofrem pressões dos dois lados. Se resolver se abster no Conselho de Segurança, jogando a questão para a Assembleia Geral, Barack Obama vai bater de frente com o fortíssimo lobby pró-Israel entre os neoconservadores norte-americanos. “Poderia ter problemas com grande parte dos republicanos, que defendem postura agressiva de Israel”, diz. Por outro lado, o veto à criação da Palestina deve trazer problemas externos. “Os EUA vão se complicar com o veto. Árabes irão para as ruas em todos os países, e os governos pró-EUA no mundo árabe não conseguirão justificar este apoio para a população”, projeta o analista.


Resistências internas


Kerr aponta que são crescentes entre os próprios estadunidenses as resistências ao apoio incondicional do país a Israel. As queixas partem desde a base de sustentação mais à esquerda de Obama até generais norte-americanos no Iraque, que culpam esta postura por seus insucessos e pela morte de seus homens. Esta resistência também é crescente nos meios acadêmicos.

Ainda assim, tudo indica que Barack Obama deve mesmo vetar o reconhecimento palestino como membro pleno da ONU, como vem sendo anunciado por altos dirigentes norte-americanos. Em seu discurso nesta quarta, o presidente dos EUA reiterou que a paz entre israelenses e palestinos precisa ser negociada antes do reconhecimento da Palestina, posição reiterada em conversa com Abbas. Obama quer evitar o desgaste do veto, e ainda deve tentar demover Abbas de fazer o pedido de reconhecimento, que está anunciado para esta sexta.

O presidente norte-americano também deseja não ser o único a vetar, caso necessário. E pode conseguir. O presidente francês Nicolas Sarkozy demonstrou que pode fazê-lo, embora sua posição seja mais ponderada. Tanto Sarkozy quanto o premiê britânico David Cameron demonstram o temor da reação a um veto à Palestina, mas também temem dar ao território árabe o status de membro pleno agora. Sarkozy sugeriu nesta quarta um acordo para que a Palestina passe já nesta Assembleia do status de “entidade observadora” para “Estado observador”. Segundo o presidente francês, a mudança de status seria vantajosa para as negociações, ao contrário do que pensam os EUA.

Em Israel, crescimento dos trabalhistas

Dentro de Israel, Kerr ressalta o crescimento dos trabalhistas, que já foram governo durante as décadas de 70, 80 e 90 e que travaram acordos de paz com os palestinos até o assassinato do líder trabalhista Yitzhak Rabin, em 1995, levar Israel a uma postura mais radical. “As pessoas não se dão conta de que a postura agressiva com os palestinos nem sempre foi hegemônica em Israel. O que a mídia aqui pouco tem falado é que esta primavera israelense, estes milhares que estão nas ruas, são ligados aos trabalhistas, há um renascimento dos trabalhistas. Eles são a favor da paz, alguns mais radicais defendem até mesmo o retorno às fronteiras pré-1967”, diz o analista.



Lucas Kerr: Os EUA vão se complicar com o veto. "Árabes irão para as ruas em todos os países, e os governos pró-EUA no mundo árabe não conseguirão justificar este apoio para a população” | Foto: Gigi Ibrahim/Flickr


Quanto à política externa israelense, o diretor do Isape considera incompreensível. “É um mistério. Israel anda fazendo coisas muito estranhas, como brigar com a Turquia. É difícil entender o que se passa na cabeça dos tomadores de decisões israelenses”, afirma. Kerr aponta que nos últimos anos os turcos têm deixado de lado a inflexão ao Ocidente, visando a União Europeia, para se tornarem uma potência no Oriente Médio. “A Turquia abandonou a ideia de ser mais um país na Europa, para se tornar um líder no Oriente Médio. Para isto, vem se aproximando de países como Irã e Palestina”, explica.

Outro fator a isolar Israel na região foram as revoltas nos países árabes. Para Kerr, ficou claro que a população destes países quer uma postura mais firme de seus governantes em apoio à Palestina. “É uma causa muito bem vista pela opinião pública árabe. Mubarak caiu, entre outros motivos, porque era identificado como pró-Israel. Sentindo isto, todos os governantes árabes começaram a criticar mais fortemente Israel após as revoltas”, diz.


Os desafios da Palestina livre


Para Lucas Kerr os desafios da Palestina como Estado reconhecido serão praticamente os mesmo que vive atualmente. A questão burocrática, o funcionamento como país, já é muito melhor na Palestina que em muitos países reconhecidos pela ONU, segundo o diretor do Isape. “As eleições, inclusive, são mais democráticas que na maioria dos países”, afirma.

No sentido político há, contudo, um grande desafio, se houver o reconhecimento será a obrigação de unir-se em um governo só. Hoje, o Fatah, de Abbas, que controla a Autoridade Nacional Palestina, governa a Cisjordânia; enquanto o Hamas, mais radical, controla a Faixa de Gaza. A aproximação entre os dois grupos políticos já vem ocorrendo há alguns anos e Kerr projeta que Abbas não teria grandes problemas para governar a Palestina, caso consiga o reconhecimento. “Se ele conseguir o reconhecimento vai ter muita legitimidade mesmo em Gaza”, projeta Kerr.

Os outros desafios estão na infraestrutura. “O grande desafio da Palestina para os próximos anos é que não tem nenhuma infraestrutura. Tudo o que foi construído em termos de luz, estradas foi destruído nos últimos anos”, conta Kerr. Outro problema nevrálgico é o acesso à água. “O acesso à água é absolutamente crítico. Israel chegou a oferecer uma porção de terras desérticas para os palestinos. Quem é que quer terras desérticas?”, questiona Kerr.

Ele relata que mais da metade da água de Israel vem de áreas ocupadas. Boa parte delas nas Colinas de Golã, que pertenciam à Síria. Outra grande parte no Rio Jordão, na Cisjordânia, e em águas subterrâneas em território palestino.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Regulamentar emenda 29 sem apontar receita é brincadeira de mau gosto

O Brasil é o 7º PIB do mundo, mas ocupa o 72º lugar no ranking da OMS (Organização Mundial da Saúde) no gasto per capita com saúde. O líder deste ranking é a Noruega, país nórdico que detém também o título de melhor IDH do mundo e que serviu de inspiração para o Brasil no momento de construir o novo marco regulatório do pré-sal, quando adotamos o modelo da partilha para substituir o modelo da concessão. Mas a Noruega pode também servir de exemplo no que diz respeito à concepção e gerenciamento do sistema de saúde pública.

Discurso da presidenta Dilma Rousseff na abertura da Assembleia-Geral da ONU

Tropa de Elite 2 é o indicado brasileiro na disputa por uma vaga ao Oscar


O filme Tropa de Elite 2, de José Padilha, é a produção que vai representar o Brasil na disputa por uma das cinco vagas reservadas para concorrer ao prêmio de Melhor Filme Estrangeiro na festa do Oscar 2012 – 84ª Premiação Anual, promovida pela Academy of Motion Pictures Arts and Sciences. O anúncio foi feito hoje (20), no Rio de Janeiro.

A escolha foi feita pela Comissão Especial de Seleção, que se reuniu na manhã desta terça-feira, durante cerca de uma hora, a portas fechadas, no Palácio Capanema, na capital fluminense. Tropa de Elite 2 venceu a disputa por unanimidade. O filme, que é líder de bilheteria, tendo levado mais de 11 milhões de pessoas aos cinemas, vai enfrentar produções de cerca de 60 países.

Ao todo, a Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura recebeu 15 inscrições de longas-metragens interessados em concorrer à premiação.